No colo de uma mulher volumosa

No colo de uma mulher volumosa …

Senti a maciez da pele mais sedosa !

Recebi um mágico e doce cafuné …

Com o perfume da flor do café !

No colo de uma mulher robusta …

Soube que o amor nunca assusta …

Quem não tem preconceito …

E sabe amar direito !

No colo de uma mulher rechonchuda …

Percebi que a paixão nunca é muda …

Ela fala palavras que bailam no ar …

Na melodia que nunca irá calar …

No colo de uma mulher volumosa …

Senti a magia de uma barriga graciosa ,

Que transformou – se em um travesseiro …

Velando o meu sonho verdadeiro !

Se eu não tivesse no colo de uma mulher volumosa …

Estaria nos braços de uma moça magra e sem graça …

Só uma mulher rechonchuda é maravilhosa …

E protege o homem de qualquer desgraça .

Escrito pela colunista, Luciana do Rocio Mallon.

Desabafo

Hoje me peguei pensando… Porque o fato de eu estar acima do meu peso parece atrapalhar tanto as pessoas?  O fato agora não é eu me aceitar… Me aceito, e me amo quando me olho no espelho. De verdade mesmo, não sou nem um pouco frustrada, me orgulho de mim, me acho linda e ressalto meus pontos positivos sempre. Mas e os outros? Garanto, não é fácil sair de casa se sentindo “maravilinda”, mas na esquina de casa passando em frente a um monte de garotos tomando uma coca-cola, ouço comentários nada agradáveis. É simples dizer “não ligue para o que os outros pensam ou falam”, mas caramba, eles estão falando de mim!!! Entende?

Ou  ainda… com amigas comentando sobre roupas, muitas vezes eu nem opino, pois não compro na mesma loja que elas, não uso o mesmo tamanho que elas… Aí do nada (como sempre… porque magro sempre diz que tá gordo) entram no assunto de tamanho de roupa, tamanho de bunda, tamanho de peito… aí alguma vira pra mim e pergunta: “e sua cirurgia de redução do estômago , vai acontecer?” Mas espera aí, e daí que ela não vai sair, talvez eu esteja feliz como estou!!! Será tão difícil de perceber…?

Graças a Deus, tenho meu corpo e minha mente extremamente saudáveis e aptos para todos os desafios da vida. Desde criança enfrento o preconceito, principalmente por viver numa região em que vê como belo, única e exclusivamente a mulher de corpo definido como violão, não importanto se é inteligente, simpática ou bonita de rosto… Inclusive, aqui tem um fotógrafo bem famosinho das baladas que é bem marcado por fotografar detalhes, como bunda, pernas, seios, barriguinhas com piercing… Isso jamais me incomodaria, se respeitassem as pessoas com tamanho avantajado.

Para poder afirmar que me amo, que me acho linda, passei por muitos desafios. Quando criança me achava horrível. O verdadeiro peixe fora da água. Eu já tinha em mente que gente gorda era gente feia. Eu vivia nos regimes mal sucedidos que minha mãe arrumava para mim. Exames então… eu vivia no médico! E minha vida foi passando… e eu vivendo meus dias e noites aguentando piadinhas de mal gosto, rejeição das pessoas, chamadas de atenção do tipo: “tem que parar de comer tanto, senão aonde vai chegar?” (ahh vai se ferrar, eu não sou tão gulosa assim). E assim eu passei todas as fases da minha vida, até hoje tentando me superar, tentando agradar a todos… para ser aceita. O que muitas vezes não adiantava.

E os amores então…? Na maioria não correspondidos.

Até que mudei de cidade, e comecei a namorar. Vocês acreditam que a minha mãe certa vez me perguntou se meu namorado era gay, por se interessar por mim. Sei que ela falou sem pensar, mas isso marcou muito. Afinal ela declarou que me achava feia, pelo menos para os padrões de arrumar um namorado… Não a culpo muito, porque muitas vezes até eu me pegava pensando… era difícil de acreditar que algum homem era capaz de me amar.

Foi então que comecei a procurar na internet, mais coisas sobre moças com as minhas medidas. E sinceramente me surpreendi por ver a quantidade de admiradores, pude, finalmente perceber que sou realmente bonita, e me vi com outros olhos. A partir de então, voltei pra cidade em que disse no início que tem padrões de beleza muito rígidos, e posso garantir que a solidão no meu caso é algo bem pequeno… Os homens daqui admiram sim! Não sei se isso aconteceu porque eu passei a me admirar… ou porque naquela época eu era uma criança. A verdade é que muita coisa mudou.

Porém, ainda há muito a se fazer… Infelizmente não tenho o poder de mudar o pensamento das pessoas e sei que por muito tempo vou ter que lutar contra as opiniões de muita gente que chega em mim e me diz: “Você tem um rosto tão lindo, porque você não faz uma forcinha para emagrecer?” Ou então “Você só vai ser feliz quando estiver magra”, “nossa, quando você emagrecer, não vai ter pra ninguém”.

Em casa também é O dilema, meu pai enfiou na cabeça que sou infeliz. Daí se estou na TPM por exemplo, ele me olha e diz “fica tranquila minha filha, eu vou te ajudar a fazer a cururgia…” eu nem estava lembrando que sou gorda, mas ele não, ele não esquece! E isso sinceramente é muito ruim!

Talvez vocês não entendam os rodeios desse meu texto. Foi mesmo um desabafo. E por muitas vezes as pessoas não concordarem com minha linha de pensamento, resolvi escrever para vocês… Grande beijo… e vamos lutar para mudar essa ideologia hipócrita!

Escrito por Denise Lima, estudante de jornalismo.

Ser feliz: um objetivo de vida

Meu nome é Neima Cristina sou de jataí em goiás tenho 1,54m de altura e peso 112kg.

Já deu pra imaginar que a vida num tem sido muito generosa comigo. Fui uma criança gordinha no nascimento, nasci com 5kg. Fui a atração da cidade. Na pré-adolecencia fiquei magra, meus irmãos me chamavam de leca seca de magrela que eu era. As coisas mudaram quando menstruei e comecei a engordar e já comecei minha trajetória de dietas aos 15 anos. Piorou muito quando engravidei aos 19 anos e tive minha primeira filha. Bom ai virou um festival de engorda-emagrece em minha vida, tratamento com remedios e anfetaminas que me deixavam em outro mundo. Quem já tomou esses remedios entende que a cabeça da gente parece que ta dentro de um vidro.

Quando eu tinha 25 anos meu marido amado e pai das minhas duas filhas faleceu. A menor tinha 4 meses. A barra foi pesada afinal eu era totalmente dependente dele. Aí sim que engordei, a depressão me pegou com força e comecei a engordar 4 kg por semana. É num é engano não, 4 kg por semana. Voltei ao medico e voltei a tomar os remedios.

Com o tempo a gente vai se cansando de tentar emagrecer, e vai engordando mais por que a cada olhada no espelho a vontade de comer para suprir a angustia é maior e o ganho de peso também.

Hoje no auge do meu peso estou casada com um rapaz 14 anos mais jovem que eu (e extremamente magro), ele adora minhas gordurinhas e morre de tesão por mim. as vezes me assusta um pouco porque a gente custa a acreditar que alguem nos ame como somos sem se preocupar com nossos defeitos. Me sinto feliz mais a preocupação com a saude é constante e o preconceito também já que os apelidinhos desgradaveis e as criticas em relação a obesidade são as mais variadas.

Sempre me preocupei de minhas filhas sentirem vergonha já que já ouvi os coleguinhas comentando e elas são magrinhas. Graças a Deus elas me amam tambem como sou e aliás até tem detalhes em mim que elas querem ter(os seios grandes por exemplo, rrrr).

Mais uma coisa que obeso sabe fazer é não desestir de ser feliz por isso esse pensamento é uma constante e se tornou minha filosofia de vida. “Ser feliz e amada embora obesa”.

Diário da Érika: passo a passo para a cirugia bariátrica.003

O verdadeiro primeiro passo

O dia anterior a cirurgia foi um dia confuso, toda a família pressionando pra eu desistir, mas eu permaneci firme na minha decisão, estava consciente dos riscos, dos prós e contras, ainda no pré-operatório assinamos um termo de ciência sobre todos os riscos que correremos, e não são poucos… entao não tem aquele de “eu não sabia”.

Minhas refeições nos 4 dias anteriores a cirurgia já se resumiam a liquidos, sopinhas em geral e tals… além das altas doses de laxante. O método usado na minha cirurgia é o que reduz o estomago e encurta o intestino em 1 metro, então tinha que estar tudo “limpinho” RS.

Minha última refeição teve muita coca-cola, afinal sabe Deus quando poderei bebê-la de novo. Confesso que estava angustiada, o medo de algo sair fora do desejado existia, o medo de ser a ultima vez que estaria com a minha família também, o medo de estar fazendo ou não a coisa certa… muitos medos passavam pela minha mente naquele dia. Naquela sexta-feira (17 de outubro) eu apesar de psicologicamente cansada dos porquês não conseguia dormir, teria que sair de casa as 5 da manha e por volta das 3 ainda estava na internet. Eu me sentia literalmente uma pilha de nervos. As 4:30 minha mãe me chamou para irmos pro hospital, sei que meu corpo não respondia e eu não conseguia levantar, as 4:50 ela me deu um berro que só por Deus, me falou que se eu tinha desistido era pra avisá-la, sei que era a vontade dela, mas eu não tinha desistido não, eu estava é com sono mesmo!! Ela e minha tia foram comigo pro hospital, fui dirigindo e não lembro bem o que passava na minha mente.

Cheguei ao hospital e logo subi pro apartamento, nos orientam a colocar a chiquerrima camisola “da bunda de fora” eita situaçaozinha desagradável, mas se fazia parte do processo.. mãos a obra hehehe… me aplicaram Clexane,que é primordial afim de se evitar trombose e embolia pulmonar, causas comuns de óbito em vários tipos de cirurgia. Me despedi da minha mãe e da minha tia com a certeza de que em poucas horas estaria no quarto de novo mas o medo, o medo ainda se fazia presente… e como!!

No centro cirúrgico pra começar não conseguiam pegar uma veia minha, acho que elas fugiram todas, apesar de ser farmacêutica meu medo mesmo era da anestesia, mas acho que é comum os anestesistas serem médicos extremamente atenciosos e cuidadosos, o meu foi assim, logo pegou o acesso e fez a injeçao do pré anestésico, dormonid no caso, nesse momento já fiquei molinha molinha kkk. A equipe me perguntando o que eu estava fazendo ali, na visão deles eu não estava gorda o suficiente para operar, e na minha cabeça o peso não era o que mais importava… lembro apenas da anestesia, das minhas pernas esquentando e formigando e meu médico e anjo lindo entrando cantando e falando pra eu sorrir pra ele… dormi. E então…

Bom, acordei horas depois, muitas horas depois… a previsão pra eu sair do centro cirúrgico era por volta das 12hs e as 19hs eu ainda estava lá. Não tive nenhuma grande intercorrência na cirurgia, mas como fiz a retirada da vesícula também, essa sim, deu trabalho ao meu médico. Algumas “pedrinhas” já tinham saído da vesícula e estavam obstruindo meu pâncreas, meu medico teve muito trabalho pra limpar tudo e me disse que se eu não tivesse operado naquele momento ainda naquela semana teria que operar de urgência da vesícula. Os cálculos da minha vesícula são inacreditáveis. Inúmeros e do tamanho que vocês imaginarem, do tamanho de sementes de pimenta ao tamanho de uma ameixa seca… estranhos e quando resolviam se mover doíam pacas!

Depois de ir pro quarto e chegar lá e ver mais ou menos uns 15 membros da minha família olhando com aquela cara de “ela sobreviveu mas não ta bem” eu fiquei mais tranqüila… a anestesia me deixou meio doida, tive alucinações e tudo e pra falar a verdade por estar anestesiada e sem dores mal acreditava que tinha operado. Mas tinha!

Na manha seguinte quando levantei tive a nítida sensação do “vai desabar tudo de dentro de mim no chão”, gente, que sensação é aquela?! Ninguém merece!! Me sentia mal, me sentia fraca, me sentia enjoada, e sentia um bendito dreno saindo de mim… nada legal. Passei o domingo bem, porque a anestesia é feita de modo a não termos dor nas primeiras 24 horas pós cirurgia. E dor eu não tive mesmo, um pouco de mal estar, mas dor não!! Quando olhei no espelho a sensaçao também não foi agradável, eu estava VERDE, sem mentiras!! Mas possivelmente pelo fato das pedras retiradas da entrada do pâncreas. Depois eu fui ficando aos poucos amarelinha.

Na noite do domingo o bicho pegou… e só conseguia gritar pra minha mãe rezar. A dor que eu senti não desejo a ninguém e espero ter sido um caso raro entre os operados… porque doeu demais, eu tinha a certeza de que morreria! Hoje minha mãe conta que eu fiquei completamente branca, lábios, tudo e depois os lábios ficaram roxos… coitada da minha mãe, deve ter sofrido mais que eu. Mas fui medicada rapidamente e dormi!

Depois as sensações foram melhorando, as dores ao levantar e tudo. Mas eu confesso que naqueles dias eu não indicaria a cirurgia nem ao meu pior inimigo, se eu tivesse um. Na terça-feira(21-10) tive alta e vim pra casa. Gente, todos os buracos estavam no caminho pra casa e sofri demais no trajeto.

Petropolis- RJ

Olá, sou gordinha também, e se tiver algum advogado(a), peço que por favor me oriente, há 2 meses atrás, eu participei de uma promoção pra fazer demonstração de um brinquedo novo, o cliente, no caso a fábrica de brinquedos, só fez camisetas pequenas, o maior que ela fez foi de tamanho médio, e eu uso camiseta GG, óbviamente, e não servindo aquela camisa da promoção, eles me deram uma de promotor( um cargo acima do meu) eu usei, fui trabalhar tranquilamente, eis que alguns dias depois, mandaram me substituir, porque eu não estava trabalhando com a roupa adequada, jamais me senti tão humilhada em toda a minha vida, já que jamais havia me sentido discriminada. Gostaria de saber a opinião de cada um de vocês.Obrigada, e qualquer coisa, me escrevam, que todos os emails serão respondidos com muito carinho.