Categoria: Entrevista

Entrevista modelo plus size: Girlandia Souza

Nome: Girlandia Souza

Idade: 28

Manequim: 48

Cidade: Camaçari -Bahia

Como você começou a sua carreira como modelo? Quanto tempo faz?

Comecei com fotos para uma loja de roupas plus a que fui indicada fazem uns 8 meses.

Como foi a participação no concurso? A que você atribui a sua vitória no concurso?

Foi uma experiência incrível … um sonho realizado, um certo poder( risos). Hoje quero ser exemplo a todas as guerreiras plus.

O que você acha do mercado da moda em relação a modelos plus size? Você sente que existe preconceito?

Existe demais… até quem vende não espera grandes resultados.

Como você sente a reação do público em relação a seu trabalho?

As pessoas da minha categoria me admiram muito . Hoje em relação a mim devido o trabalho as pessoas me olham com mais entendimento.

Porém ainda sofro olhares e comentários do tipo rostinho lindo fofinha e isso soa como preconceito óbvio.

Você tem alguma modelo em que se espelha?

Não, até porque plus size nem vejo. Não é um mercado aberto e modelos magras não tenho nenhuma preferência nem me espelho em nenhuma até porque são níveis diferentes.

Quais os cuidados que uma modelo deve ter?

Além de estética cuidados com o corpo saúde e tudo mais, é importante não perder a humildade o coração!

Trabalhar como modelo plus size fez com que você mudasse a imagem sobre si mesma?

Com certeza .. hoje me amo o dobro.

Qual a dica que você dá para quem está começando a carreira?

Resumo dizendo que saúde em primeiro lugar . Gordo é bonito e tudo mais, porém não devemos nos empolgarmos descuidar e deixar que essa fofura se transforme em problema de saúde

Mas que é uma carreira incrível nossa auto estima se eleva em cada trabalho. Sejam fortes persistam e a vitória vos alcançara.

Mayara Russi em: de Frente com Gabi

Na semana passada a top modelo Plus Size Mayara Russi, participou do programa de Frente com Gabi. Na entrevista, ela falou sobre moda, preconceito, gravidez, como se tornou modelo, fama, relacionamento  e etc…

O programa é dividido em 4 vídeos, assistam e comentem…

Video 1

Video 2

Video 3

Video 4

Entrevista: Modelo Plus size

Esta entrevista tem como objetivo fornecer informação estreitamente relacionada ao projeto de conclusão de curso, da aluna Millena Silva de Medeiros, da turma P8, do curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, da Escola Superior de Marketing, que está estudando o mercado Plus Size em Recife.

Nome: KATIÚSCIA BARROS QUINTÃO PESSOA
Estado civil: CASADA
Profissão: DIRETORA GERAL DA FACULDADE DE TECNOLOGIA (FATEC IPATINGA – MG) E MODELO PLUS SIZE PROFISSIONAL

Como surgiu a oportunidade de ser modelo Plus Size?

KATIÚSCIA BARROS – Em abril de 2009 fui convidada por uma das donas da Grife Patchoulle (MG) MODA FESTA E CASUAL, para desfilar para elas. Como cliente da grife fiquei lisonjeada com o convite e acabei sendo depois o molde para as peças 46 da grife. Em seguida a grife de lingerie Chocolate com Pimenta, de Timóteo, que tinha assistido ao desfile, me convidou para fazer um ensaio sensual com algumas peças que ela havia confeccionado para mulheres de manequim 46 a 50. Eu fiz o ensaio. O que favoreceu meu ingresso neste nincho do mercado da moda foram minhas características físicas (altura.1,74, busto 116cm, cintura 98cm e quadril 118cm) e meu network junto às grifes que trabalham com moda para plus size.

Você acha que é um mercado que tende a crescer ou que é uma coisa de momento?

KATIÚSCIA BARROS – O mercado Plus Size existe no BRASIL há mais de 20 anos. Só que antes era desleixado. Eram peças feias, mal acabadas, sem corte adequado ao corpo, eram quadradas. Há, no máximo, uns 15 anos, algumas grifes começaram a ter uma outra visão, começaram a fazer moldes mais reais, de acordo com o corpo da(o) mulher/homem que estava acima do peso. As Grifes mais sérias, que se dedicam especificamente ao público que usa manequim acima do 44 começaram a conceber um novo conceito para Plus Size. Antes Plus Size era sinônimo de obeso, de quem usa manequim acima de 44, só isso. Hoje essas grifes defendem Plus Size como um segmento de pessoas de alta estima, que estão acima do peso, que têm sucesso profissional e pessoal, que se cuidam tendo o mínimo de vaidade, que exigem qualidade, variedade de tecidos, cortes bonitos, peças bem acabadas independentes de serem mais sóbrias ou joviais.

Para você, qual a maior dificuldade em ser modelo Plus Size?

KATIÚSCIA BARROS – São dois problemas sérios:

1º – Grifes não compreendem que plus size é extra. Ou seja, manequim a partir do 46-48. O que mais temos observado são grifes que colocam mulheres 42 -44 para desfilar modelos que vendem no número 48 para cima. O que é incoerente porque o caimento dessa peça em um corpo 42-44 será um, Já em um corpo 50-52 será outro. As grifes têm receio de assumir que fazem roupas para pessoas plus.

2º – Mulheres bonitas que poderiam seguir uma carreira séria e próspera estão aceitando trabalhos por valores irrisórios e, às vezes, até de graça, só para aparecerem. Isso é prejudicial porque nós profissionais estudamos, fazemos cursos, investimos em estética, guarda-roupa, cabelo, o que demanda de nós investimentos. Temos valores dignos de cachês e as grifes estão se negando a pagar aproveitando-se do excesso de oferta de “pseudo modelos”. Basta olhar no Orkut, por exemplo, pessoas que nunca desfilaram, nunca fizeram um curso, nem se quer fizeram fotos, TV, estão fazendo books e se intitulando modelos plus size. Isso é incoerente!

Você acha que a moda atende aos manequins das gordinhas no Brasil?

KATIÚSCIA BARROS – Olha, temos excelentes Grifes para nós que somos obesos ou plus como preferirem. Porém, ainda há o estigma de que o obeso é baixo e largo. O que é equivocado. Temos brasilerios(as) de corpo de maçã, de pêra, temos os que são altos e proporcionais, e a falta de padronização de medidas no Brasil dificulta isso. Temos em MG: Márcia Morais, Belle Carole, Patchoulli, Lígia Nogueira. Em SP: Maison Cláudia Blanco, PROGRAM, KAUÊ, EXUBERANCE, Janet Boutique, Júlia Modas, Givy, Maison Spa, dentre outras. No RJ o destaque é a Carlota.

Você acredita que os estilistas podem, um dia, se voltar mais para o público plus size?

KATIÚSCIA BARROS – Isso é inevitável! O que ocorre é uma grande confusão. Plus é aquilo que é extra, que tem valor a mais, que tem algo a mais. Não é apenas moda para obesos, independente do grau de obesidade. Temos várias amigas 10 a 15 k acima do peso que, se olharem para elas, diram: você não é obesa, você só é mais voluptuosa! (rsrs)

O certo é que a população precisa aprender a exigir que roupas para pessoas grandes (independente da nomeclatura: gordos, obesos, fofos, etc.) sejam mostradas por pessoas reais. Por modelos que realmente tenham esse perfil, que realmente demonstrem como as peças ficarão no corpo. Dando ao cliente da Grife uma real visão o produto.

O site Gordinhas Lindas surgiu a partir de qual necessidade?

KATIÚSCIA BARROS – O gordinhaslindas é um portal de troca de idéias, de informações, funciona também como uma espécie de terapia em grupo. Temos fóruns, notícias sobre direito, saúde, moda, sexo, relacionamento, beleza, moda, etc. Lá as pessoas conversam e interagem de forma leve, descontraída e procuramos, sempre que possível, atender a nossos leitores, patrocinadores e colegas colunistas.

São muitos os blogs que têm surgido, com temas que falam sobre mulheres Plus Size. O que você acha disso?

KATIÚSCIA BARROS – Olha, tenho em meu network, aproximadamente, 12 blogs com foco em plus size. Todos tentam, à sua maneira, desempenhar um papel de auxílio e orientação às pessoas que sofrem preconceito por serem obesas. Sinto falta de um espaço dedicado também aos homens obesos. Talvez porque nós mulheres sejamos mais falantes, interagimos mais nas diversas áreas e temas abordados. São poucos os homens que discutem sobre relacionamento, moda, saúde, a maior parte deles busca uma companhia, procuram um relacionamento. E o interessante é que essa maioria que busca um relacionamento com mulheres plus, na maioria, são homens de padrão convencional, não são obesos.

Meu único receio é que pessoas de má índole se aproveitem disso para promover blogs que não agreguem qualquer valor às pessoas obesas. Pois isso já está acontecendo no mundo da moda. Hoje 90% das agências aceitam cadastro de Plus Size só para vender vagas em seu casting online e para vender books. Acho essa prática deprimente!

Você acha que a mídia quer realmente que esse segmento ganhe mais destaque, ou querem apenas audiência neste momento?

KATIÚSCIA BARROS – Tudo em excesso faz mal. A mídia está explorando a questão das mulheres plus size agora. Porém, a copa do Mundo de Futebol está chegando e eles vão concentrar seus esforços neste tema.
A nós, modelos plus size, o que resta é a responsabilidade de fazer um trabalho sério e comprometido em parceria com as Grifes, Blogs e sites especializados em moda Plus Size, para que nossos leitores, parceiros e clientes não fiquem desamparados quanto a esse tema.

Acho que a exposição excessiva é um perigo para qualquer profissional, principalmente se o veículo de comunicação quiser explorar alguma falha ou fraqueza daquele que se expõe.

Se nós fizermos direito a lição de casa (estudos, eventos sérios e bem organizados sobre moda, comportamento, beleza, saúde, empregabilidade, preconceito, dentre outros temas) sobre o segmento plus size e o que de fato ele representa, creio que pode manter-se ainda por muito tempo em pauta.

Em Recife, ainda são poucas as lojas especializadas em roupas tamanho GG. Qual a dica que você daria para os lojistas da cidade?

KATIÚSCIA BARROS – Invistam em qualidade, bom gosto, peças originais, usem matéria prima local, valorizem o corpo da mulher/homem plus size como valorizam as pessoas de manequim 42 a 36. Utilizem pessoas reais, ou seja, de numeração realmente condizente com a modelagem na hora de realizarem o corte das peças. Não percam a oportunidade de expandir seus negócios e fidelizar seus clientes. Invistam em uma publicidade eficaz, limpa e com modelos profissionais. Não vinculem a imagem de seu produto a pessoas inexperientes, apenas para reduzir os custos. Uma publicidade mal feita é tão danosa quanto um produto mal feito. Ambos podem levá-los a grandes prejuízos podendo chegar, em casos extremos, à falência da empresa.

Este post tem como entrevistadora  Millena Silva de Medeiros e como entrevistada KATIÚSCIA BARROS.

Entrevista com a modelo plus size Celina Lulai

Celina Lulai é modelo plus size e um dos destaques do Fashion Weekend Plus Size.

_ Como começou sua carreira?

Celina Lulai:  Comecei com 13 anos como modelo manequim 38, depois parei pois engordei e achei que não tivesse mais trabalhos pra mim, até que um dia fui chamada para um desfile e percebi que tinha mercado para meu atual biotipo.

 _É importante ter uma agência?

 Celina Lulai: Sim. Com certeza uma agência séria faz a diferença na carreira de uma modelo.

 – Como você percebe o mercado para as plus size?

Celina Lulai: O mercado está crescendo. Espero que continue assim, para que possamos trabalhar muito nos próximos anos.

– Quais as suas expectativas para o FWPS?

Celina Lulai: As melhores possíveis. Creio que será um sucesso pois é um evento de grande porte, num local estruturado e com um equipe muito boa preparando o evento.

Vai abrir mais uma porta para que possamo entrar.

Entrevista realizada por nossa colunista Katy.

Entrevista com a modelo plus size Mayara Russi

Gordinhas lindas: Como você começou a sua carreira como modelo? Quanto tempo faz?

Mayara Russi: Comecei minha carreira há quase seis anos, levei a sério com uma abordagem na rua e desde lá, foi só alegria.

Gordinhas lindas: O que você acha do mercado da moda em relação a modelos plus size? Você sente que existe preconceito?

Mayara Russi: Existe muito preconceito ainda, mas muito menos do que na época em que comecei..

Gordinhas lindas:  Qual a dica que você dá para quem está começando a carreira? O que se deve fazer para ser uma modelo plus size, quais os passos ?

Mayara Russi: Primeiro lugar estar bem com você mesmo. Depois vem a beleza é claro, o profissionalismo, o cuidado com o corpo e a pele, a fotogênia, a simpátia, todo esse conjunto..

Gordinhas lindas: Como você sente a reação do público em relação a seu trabalho?

Mayara Russi: Sinto que muita gente está aprendendo a aceitar este mercado, dando valor as grandes mulheres, e realmente vendo que nós somos gordinhas, mas somos vaidosas, bonitas e nos preocupamos com a saúde.

Gordinhas lindas: Você tem alguma modelo em que se espelha ?

Mayara Russi: Pra ser bem sincera não, como comecei a muito tempo atrás e quase não haviam modelos no ramo, fui seguindo sempre o meu proprio estilo, é claro que sempre é bom ter umas dicas. Admiro muito Andrea Boschim e a Fluvia Lacerda.

 

Gordinhas lindas: Quais os cuidados que uma modelo deve ter?

Mayara Russi:Cuidados com a pele, com o corpo também, com a alimentação, com o cabelo, e principalmete com o piscologico.

Gordinhas lindas: A que você atribui seu sucesso? Quais suas qualidades profissionais?

Mayara Russi: Não digo sucesso, mas sim o reconhecimento das pessoas. Mas acho que devido ao amor que eu tenho pelo que faço, pro sempre almejar isso que estou vivendo, por ser mais profissional possivel.

Gordinhas lindas: Trabalhar como modelo plus size fez com que você mudasse a imagem sobre si mesma?

Mayara Russi: Sim, sem duvida nenhuma. Antes de começar nem gostava de ir nos lugares de vergonha. Hoje em dia ouso no visual me sinto linda e maravilhosa e isso também faz com que as pessoas reparem em mim com um ar diferente.

Gordinhas lindas:  O cachê de modelo plus size é bom? Existe alguma diferença de cachê em relação a modelos magras?

Mayara Russi: Não vou dizer que não é bom, porque graças a Deus é isso que sustenta a mim e o meu filho, mas existe grande diferença para cachê das magras.

Gordinhas lindas: Que conselho você, como uma grande e reconhecida profissional no mercado plus size, daria para as modelos que estão começando agora?

Mayara Russi: Sejam vocês mesmas, não tentem passar a perna uma nas outras, nada de futrica, corram atrás do seu e acreditem no seu potencial e em Deus, que vocês chegam lá.

Entrevista realizada pela colunista e modelo plus size Graziela Barros.