Categoria: Com a palavra

Por que uma gorda empoderada incomoda tanto?

Por que sofremos tantos ataques, quando assumimos uma postura de enfrentamento? Vamos pensar juntos sobre isso?

Eu poderia ampliar a discussão para “Por que uma mulher empoderada incomoda tanto?”, mas hoje minha intenção é focar no recorte. No recorte da mulher gorda empoderada, que, apesar de todas as pressões sociais que sofre, assume uma posição de resistência em nossa sociedade, cujo padrão estético vigente é o da mulher magra.

Todas as vezes que vejo uma mulher gorda ganhando destaque, principalmente em um mundo como o da moda, em que a regra sempre foi o de vestir corpos magros, ela acaba sendo achincalhada e vítima de ataques e discurso de ódio. Vide a lindíssima Tess Holiday, que, além de assumir uma postura de enfrentamento em relação ao afunilado mundo da moda, dizendo que uma mulher gorda pode sim ser bonita e sexy, ser o que quiser e chegar aonde quiser, assumiu uma postura ativa no combate à gordofobia, o que lhe tem rendido toda sorte de ataques.

Mas por que tanto ódio? Por que a mulher gorda e empoderada causa tanto desconforto?

A mulher gorda, o tempo todo, é pressionada ou para se esconder ou para se adequar. Quando não se esconde sob camadas e camadas de roupa, submete-se a dietas restritivas, a cirurgias e procedimentos estéticos para se adequar, tendo, muitas vezes, de abrir mão de sua identidade, pois seu corpo não se “encaixa” nos padrões construídos por nossa sociedade e cultura. Cultura essa que deveria ser questionada e problematizada e não aceita passivamente, já que fere muitas vezes a dignidade humana.

A mulher gorda é vista como uma subcategoria de mulher. A mulher para o fim de festa, para os encontros furtivos longe das vistas da rodinha de amigos. Muitos homens, inclusive, acreditam que estão fazendo um favor a uma mulher gorda quando a levam para a cama e muitas mulheres gordas se submetem a relações abusivas, porque são pressionadas a encontrar um companheiro (pressão de uma sociedade machista, que condiciona a existência de uma mulher à presença de um homem em sua vida) e, como gordas que são, têm que aceitar qualquer coisa (afinal pertencem, segundo nossa sociedade, a uma subcategoria feminina).

Mas o que acontece quando essa mulher se recusa a ocupar esse lugar na sociedade? O que acontece quando essa mulher decide não esconder seu corpo, se vestir como deseja, viver sua sexualidade como quiser, escolher com quem vai para cama (e não aceitar qualquer coisa), sendo uma mulher gorda? O que acontece com essa mulher?

Certa vez, por não ceder às investidas de um cara machista, ouvi a seguinte pérola: “Você se acha demais para uma gorda”.

Sim, eu me acho! Eu demorei muito para me achar, para me encontrar, para me aceitar, para me querer bem, para cair na armadilha de dar acesso a alguém que me enxerga como um pedaço de carne barato e não como um ser humano. Então me acho mesmo. E cada vez mais!

A mulher gorda empoderada incomoda porque ela resiste a uma sociedade que lucra, inclusive, com seu sofrimento. Porque a indústria farmacêutica e estética não consegue enfiar medicamentos para emagrecer em sua garganta e porque ela não se submete a procedimentos estéticos invasivos para se “adequar”.

A mulher gorda empoderada incomoda porque ela não vive em constante luta consigo mesma, abrindo mão de seus pequenos prazeres, em vista de uma perfeição irreal.

A mulher gorda empoderada incomoda porque ela não permite que a tratem como indivíduo de segunda classe, nem se submete a relações abusivas, o que fere os brios de muita gente. Afinal… como assim a gorda está escolhendo com quem ficar?

A mulher gorda incomoda porque ela questiona o status quo, as “regras”, os ditames sociais. Ela assusta porque entende que o preconceito do outro pertence ao outro e que isso em nada mudará a sua vida.

Mulheres gordas empoderadas são revolucionárias, por isso incomodam tanto.

E nós nos achamos mesmo! Afinal, demorou muito até finalmente nos “encontrarmos”!

Por Janaína Calaça.

 

A nós cabem todas as formas e cores

Durante toda a minha adolescência e um pedacinho de minha vida adulta, ouvi o discurso de que mulheres gordas devem se esconder debaixo de blusões gigantescos e sem forma e de uma sobriedade imposta. Como já somos grandes, não deveríamos chamar mais atenção para nós. Tisc tisc.

Uma mulher gorda não deveria, vejam só, se sentir ou acreditar que é bela. Para a sociedade, deveríamos viver na penumbra da discrição. A nós não caberiam as cores, as fendas, uma postura altiva e solar.

Quando você entende que o julgamento alheio em nada mudará sua vida, que em nada o olhar torto ou a testa franzida do outro irá alterar o curso dos seus dias, você assume suas cores e sobretudo quem você é, seu corpo e sua personalidade. E a vida flui. E flui de forma poderosa.

Por Janaina Calaça.

Caminha Livre de agosto – Salvador

A caminhada Livre de agosto foi, massa! Sempre bom rever essa galera linda, brincar, sorrir e nos esticar um pouquinho… Porque Gordinhas podem tudo!

Agradecemos a todo esse povo lindo que esteve com a gente… E em especial a Jeane Alves, por nosso alongamento, a Márcia Moreira, sua turma por terem ido e a Aldi Passos parceira de sempre.

Até a próxima galera! E dia 13/09 Encontrão GG, todos lá! Vem com a gente forever, vem!

Por Carla Leal.

CAMPANHA DA 100 CURTIDAS: GOrdinho elegante

Agora a novidade é pra eles, sim os Meninos GG`S terão brindes excluisivos pra eles… Uma Loja tradicional no mercado de Salvador, agora em parceria com o Maior Grupo GG da Bahia e se fará presente no ENCONTRÃO GG, se receber 100 CURTIDAS NESSE BANNER!!! Vamos lá meu povoooo!!! Contamos com vocês!

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Agradecemos a Gordinho Elegante pelo apoio a nosso Evento.

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Por Carla Leal.