Categoria: Com a palavra

Quando é o inverso!

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Passei a vida toda fazendo dieta, tentando entrar numa sociedade que julga o ser magro como bonito, saudável até que um dia eu me perguntei: “Ora bolas senhor, por que não me amar de qualquer forma?”

Foi aí que comecei a me aceitar mais e não ligar pras pessoas que não gostavam do meu corpo gordo. Passei a ignorar ofensas, falatórios e críticas destrutivas, eu finalmente estou em paz comigo mesma e muito feliz mesmo, com o meu corpo atual. Há quem diga que quem é gordo não é feliz, mas pera lá… Podemos julgar como o outro se sente em relação ao próprio corpo? Acho que não, né?!


Sim, eu amo meu corpo, amo minhas dobras, amo minha barriga e amo o jeito que me relaciono com ele, eu não nasci pra agradar ninguém além de mim mesma. Então antes de julgar qualquer pessoa que se sinta feliz com seu corpo, olhe para o seu e para suas atitudes e veja se você é feliz consigo mesma. 

Texto de Jossana Lauria.

Fiz bariatrica e voltei a engordar

Olá pessoal…
Quanto é bom ler esse site!!!!
Fiz a bariátrica há 6 anos e agora estou engordando novamente.
Estou me culpando muito por isso. Cheguei a pensar que isso está acontecendo por incompetência minha. Estou desesperada.
Quanto mais penso que estou perdendo minha cirurgia, mais eu fico ansiosa, nervosa, eu choro muito e estou com pouquíssima paciência.
Ler esses comentários me fez bem.
Vou pensar mais em mim. Vou procurar ajuda também.
Obrigada a todos

Abraço!

Nossa como engordou

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Quando tinha apenas 15 anos, eu me tornei pela 1° vez uma pessoa anorexia, mais isso não foi uma opção minha e sim das pessoas ao meu redor, eu pesava 52 kg e muitos me chamavam de gorda.

E a partir desse momento minha vida mudou, já não comia como as outras pessoas, tudo que eu tentava colocar na boca eu vomitava, porque eu achava que tudo me engordava, sofri muito em pouco tempo cheguei a pesar 35 kg para mim isso foi ótimo. Só que com isso veio as complicações, eu já não vivi mais, só vegetava, passei mal na escola e minha mãe me levou no médico, fiz vários exames e constou que eu estava com anemia tão profunda que faltava pouco para constar leucemia, eu só desmaiava, meu cabelo caia muito, quase não tinha mais, me sentia fraca de mais.

Os médicos me aconselharam a passar com psicólogo e nutricionista, mais para minha família que é do interior e não entende muito do assunto isso era frescura minha. Tive que vir embora morar com meu Pai aqui em São Paulo, para que ele pudesse cuidar de mim. Bom minha Vozinha, tias, tio e pai, cuidaram muito bem de mim, conversavam comigo e vaziam eu comer nem se fosse um pouco. Passar de um tempo melhorei.

Com 20 anos comecei a engordar novamente de mais, hoje com 22 anos muitos me chamam de GORDA, a maioria das pessoas que me veem não pergunta como estou, e sim já enchem a boca para dizer NOSSA, COMO VOCÊ ESTÁ GORDA! NOSSA COMO ENGORDOU. Estou cansada de ouvir isso. Estão acabando comigo, meus psicológico está totalmente abalado, Mas não quero passar pelo que passei, Vou calar a boca de muita gente, com cada KG que eu perder.

OBS: As pessoas julgam a aparência, mas esquecem de que o mal da sociedade são as pessoas sem caráter.

Treino plus – Salvador

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Queremos convidar a todos os nossos seguidores a estarem conosco dia 09/10 as 8:00h, no Dique para um dia saudável, com caminhada, dança.. Conhecer pessoas novas e entender que exercício físico faz bem e é pra todos os tipo físicos… Vem com a gente, vem!

Agradecemos a parceria com o Projeto Eu Me Amo e Amo minhas Curvas, #GordasUnidas avante! E agradecemos também a Neilton Oliveira ( neilton.olivar@gmail.com ) pela produção desse anúncio.

 

Fluvia Lacerda fala de comparação com Gisele e dá lição de autoestima

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Top plus size se tornou uma das modelos de tamanho grande de maior sucesso no mundo. Feminista e politizada, ela inspira mulheres de todos os biotipos a celebrar o corpo humano em toda sua diversidade

Fuvia Lacerda estava em um ônibus em Nova York quando notou uma mulher com o olhar fixo em seu corpo analisando suas medidas, seu cabelo, seu rosto e pele. A carioca havia deixado o Brasil para viver com uma tia nos Estados Unidos numa tentativa de fugir da pobreza em sua terra natal. Na capital mundial da moda, começou a trabalhar como faxineira e babá, sem nunca imaginar ter ido diretamente ao encontro da oportunidade que mudaria sua vida para sempre. “Ela era editora de uma revista de moda. Se desculpou por estar me encarando e entregou seu cartão. Assim fui descoberta”. A brasileira, neste dia, deu os primeiros passos para se tornar uma das modelos de maior sucesso no mundo em sua categoria, conquistando o título de Gisele Bündchen Plus Size. “Já posso ser apenas a Fluvia Lacerda, né. Eu mereço”, brincou.

MC: Seu sucesso internacional no mundo da moda a tornou conhecida como a Gisele Bündchen Plus Size. O que você acha desse rótulo?

Fluvia Lacerda: Este título surgiu há muitos anos em uma entrevista que dei para uma repórter em Nova York durante um ensaio com um fotógrafo gringo. Ele fez essa comparação em relação à sensualidade natural da brasileira em frente à câmera. Mas já posso ser a Fluvia Lacerda, né? Eu mereço. Tenho 15 anos de carreira…

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MC: Como você foi descoberta em Nova York?

FL: Estava pegando um ônibus depois do expediente, trabalhei como faxineira e babá por muito tempo, e notei uma mulher me olhando muito. Ela era editora de uma revista de moda. Se desculpou por estar me encarando e entregou seu cartão. Se desculpou por estar olhando muito e disse: “acho que você deveria entrar para o ramo da moda como modelo, tem o corpo perfeito’”. Na época, nem sabia o que era plus size.

MC: Quais preconceitos?
FL: Uma vez, um membro da família perguntou por que eu não fazia ‘lipo’ para diminuir os quadris. Eu lhe disse que com esse dinheiro eu poderia ir à Paris, e foi o que fiz! Na minha casa, sempre fomos ensinados a estudar política, praticar esportes, fazer coisas bem mais valiosas do que cuidar apenas da aparência. E gostaria de alimentar isso na cabeça de muitas outras mulheres para que a próxima geração seja mais resiliente a essas opressões. Acho legal as meninas mandarem à merda pessoas que lhe pedem para perder peso.

MC: Quais dicas de estilo você daria mulheres plus size?

FL: Não gosto de regras, não as sigo, mas há uma que vale para todas as mulheres: respeite suas medidas, independentemente de ser magra ou gorda. Isto tira a elegância de qualquer estilo. No final das contas, a única pessoa que vê a etiqueta é a gente, então não há razão para tentar fugir do manequim.

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Fonte: Marie Claire