Procura-se atrizes gordinhas – Bahia

Venha fazer parte de um filme.

A equipe do filme “Babysitting 2” está em busca de pessoas que queiram participar como elenco de apoio das filmagens que vão começar em janeiro de 2015, na cidade de Itacaré – Bahia.

Procuramos mulheres lindas com sobre peso acima dos 18 anos.

Mande um e-mail para: elencobbs@gmail.com

Precisamos de uma foto, nome completo, cidade onde mora e telefone de contato.

Aguardamos você!

Contato: Xio Farias

Email: elencobbs@gmail.com

Tel: (73) 9901-5010 (vivo)

Encontrão GG – Sambão de Dezembro

Meu povo lindo, não poderíamos estar mais felizes com o fechamento do ano de nosso Encontrão, galera bonita e fiel que tá sempre conosco, clima leve e descontraído, ambiente animadissimo, uma banda maravilhosa Banda Sambarrier e duas Divas GG´S cantando e encantando em suas canjas: Aldi Passos e Mônica Melo… Obrigada gente, valeu por esse ano maravilhoso! Beijo no coração de todos!

Onde: Mercado do Peixe – Rio Vermelho – Salvador – Bahia.

Data: 13/12/2014

Grupos: Gordinhas Lindas da Bahia, Gordelicias do meu Brasil e Gordinha sim e gostosa sempre.

Por Carla Leal.

A gordinha de dezembro

A gordinha selecionada para fechar o ano com chave de ouro é modelo plus size Naiana.

Nai, Fale um pouco sobre você:

Meu nome é Naiana, tenho 24 anos,sou modelo plus size, sou casada e tenho uma filha linda. Sou baiana de corpo e alma da cidade de Itamaraju,mas sou também capixaba de coração, afinal foi no ES que descobri o mundo plus size, e descobrindo todo esse universo onde o padrão é ser feliz do jeito que você é, foi que parei com todas as dietas malucas e com toda a “paranóia” de emagrecer a qualquer preço.

Charmosa!

Apaixonante!

Uma frase: O choro pode durar uma noite,mas a alegria vem pela manhã.

O grupo gordinhas lindas da bahia comemora os 4000 membros

Já somos mais de 4000 membros

Galera, começamos as comemorações de final de ano, com números tão expressivos que estamos felizes demais, hoje somos 4.000 pessoas unidas com o mesmo ideal, a Causa GG, a valorização da mulher fora dos padrões e acima de tudo da autoestima dessas mulheres, porque GORDAS também podem ser LINDAS. Só temos a agradecer a todas essas milhares de pessoas que cada dia mais confiam em nosso trabalho: OBRIGADO POR ESTAREM AQUI! E nesse momento dizer que nossa equipe com Paulo Rubens, Aldi Passos, Carla Leal e eu, mostra que já conseguimos muito, e vamos conseguir muito mais, com a ajuda de todos e por isso, agradecemos também nessa caminhada as nossas parceiras Beleza Negra e Krol Martins, por juntos termos realizado os Maiores Encontros do MUNDO GG na Bahia, mais de 100 pessoas hoje vão aos nossos Encontrões…. Vem muito ainda a Homenagear e a agradecer, ao logo do mês faremos isso…. Valeu meu povo!

Para entrar no grupo Gordinhas Lindas da Bahia, clique aqui.

Estou me amando como nunca antes..

Meu nome é Hellen G. Tomaz, tenho 24 anos, solteira, moro em São Paulo, manequim 50, procuro trabalho como modelo plus size!

Estou me apaixonada por mim, por cada centímetro do meu corpo…

E olha que são muitos! rs

Estou me amando como nunca antes…Percebendo que eu sou sim linda, maravilhosa e amada, amada por quem não exige mais do que posso ser, do que posso oferecer…

Amada por aqueles que além da minha utilidade, me amam pelas minhas inutilidades também…

Isso é o mais lindo da vida, saber que embora muitos não consigam ver beleza, por se limitarem em aparências… Eu sou muito mais que isso! Feliz assim e tenho muito orgulho de mim…

Obrigado pela atenção!

Por nossa amiga e leitora Hellen.

Meu corpo não é problema seu, mas o seu preconceito é um problema nosso

Por Janaína Calaça

Hoje, pela manhã, eu estava passando os olhos pelo Facebook, quando me deparei com uma postagem sobre biquínis para garotas gordinhas e gordas, publicada por uma revista feminina. Os modelos me chamaram a atenção mesmo não sendo adepta ao biquíni (desde criança, sempre preferi o maiô), e depois, por curiosidade, resolvi ler alguns comentários sobre a postagem apenas por curiosidade e porque sei que manifestações preconceituosas sempre aparecem em comentários de posts e artigos relacionados a gordos (sempre, e isso não é uma generalização).

O preconceito em relação a gordos não nasceu hoje; ele é antigo. Convivo com tal presença há anos. Atravessei minha infância e adolescência ouvindo barbaridades por ser gorda. Tornei-me adulta e continuo a ouvir e ler barbaridades e sei que, quando me tornar uma anciã, ainda terei de conviver com os ecos de tanta ignorância e total (total, reitero) ausência de empatia em relação ao outro.

A obesidade tem origem multifatorial. Não se reduz simplesmente à ingestão excessiva de comida. Ninguém é obeso apenas por comer muito; há muito por trás da obesidade. Sedentarismo (quantas pessoas trabalham de seis a dez horas por dia, sentadas diante de um computador?), problemas metabólicos causados por desequilíbrios hormonais, compulsão (que está relacionada a questões psicológicas), e até a questões econômicas e sociais. Muitas vezes o indivíduo não ganha o suficiente para manter uma alimentação saudável e variada e acaba apelando para alimentos rápidos e baratos para sobreviver. Enfim, esses são apenas alguns fatores relacionados à obesidade. Alguns fatores, friso.

Paralelamente aos desafios cotidianos que todo gordo enfrenta (transporte público, mercado de trabalho muitas vezes excludente à imagem do obeso, a eterna briga com o peso etc.), ainda há a pressão social diária e a agressão gratuita, seja nas ruas, em casa, no ambiente de trabalho, ou até mesmo em comentários de postagens sobre biquínis para mulheres gordas, artigos sobre uma exposição de Botero ou sobre a vida sexual de pessoas obesas. Sempre, pode checar, há uma enxurrada de comentários grosseiros e agressivos sobre nós. Sim, nós, porque eu me incluo neste grupo.

O que me intriga diante dessas manifestações de ódio são os seus motivadores. O que faz uma pessoa agredir verbalmente uma pessoa na rua ou na internet por ser gorda? O que motiva o ódio dessas pessoas? O que elas estão tentando preservar? Do que elas têm medo?

Assim como a obesidade é uma questão de origem multifatorial, o preconceito certamente nasce de questões diversas. O problema, no entanto, é tentar entender de onde ele vem e para quem ele trabalha. Quem ganha com o preconceito aos gordos? Quem está lucrando com isso?

Vivemos em uma sociedade capitalista e somos bombardeados o tempo todo pelos mecanismos de estímulo ao consumo. Longe de querer reduzir o preconceito aos gordos apenas a isso, não posso deixar, no entanto, de imaginar como muitas pessoas estão sendo utilizadas por essa “máquina” como uma engrenagem, sem mesmo ter noção disso.

A indústria farmacêutica lucra com a obesidade (vendendo remédios, shakes e uma infinidade de produtos para emagrecimento). Clínicas estéticas lucram com a obesidade (com plásticas, lipoaspirações e outros procedimentos). Academias lucram com a obesidade. Revistas vendem receitas milagrosas para o emagrecimento. Há muitos setores que lucram com o combate à obesidade e que se encontram orquestrados para garantir o fluxo contínuo do lucro.

Usei o termo “orquestrados”, porque, por mais que esses setores pareçam desconectados, eles trabalham juntos para lucrar com o combate à obesidade. A mídia, inclusive, é um grande e importante fator nesta equação. Ela dita os padrões (somos bombardeados o tempo todo pelo padrão “magro” como o ideal a ser alcançado), que são assimilados por uma parcela considerável da sociedade, que não só reproduz tal padrão, como pressiona aquele que não se encaixa a ele. E essa pressão ou se dá de forma mascarada por uma pseudopreocupação com a saúde alheia ou por meio de ataques grosseiros e diretos. Disse “pseudopreocupação com a saúde alheia”, porque duvido muito que a minha obesidade ou a de quem quer que seja atinja diretamente a vida de alguém.

Penso, então, que o preconceito ao gordo, que deve ter razões diversas, também bebe da nossa sociedade de consumo, que não só cria padrões, como usa esses padrões para continuar a lucrar. O preconceituoso, dessa forma, acaba sendo uma peça importante nessa engrenagem. Ele faz a pressão sobre o gordo acontecer, faz o gordo partir para dietas e remédios milagrosos, para intervenções cirúrgicas invasivas, para a punição e rejeição do seu corpo. O preconceituoso, no entanto, muitas vezes nem sabe o quanto é manipulado nem identifica que é apenas um joguete. Ele acredita que aquilo que profere como discurso é fruto de sua “opinião”, mas nem consegue imaginar o quanto a sua “opinião” é construída e reiterada em seu imaginário por mecanismos silenciosos e eficientes. O preconceituoso é um indivíduo que se esqueceu de analisar o mundo criticamente, mas ainda acredita no contrário.

Não saberei responder à pergunta que fiz a mim mesma em um dos parágrafos do texto. Não saberei responder quais seriam os motivadores do ódio às pessoas gordas, das agressões gratuitas, do grito de muitos de que não temos o direito a viver uma vida como todos. Apenas continuo a afirmar que, por mais que a sociedade nos aponte o caminho da homogeneização, tentando nos fazer acreditar que devemos obrigatoriamente e cegamente seguir padrões, temos que, individualmente, lutar pelo contrário: pelo respeito à diferença. E não só pelo respeito à diferença, mas sobretudo pela inclusão. Devemos lutar cada vez mais por uma sociedade inclusiva e não excludente, em que as diferenças não sejam atacadas, combatidas e violentadas, mas acolhidas em sua pluralidade. Portanto, meu corpo não é problema seu, mas o seu preconceito é um problema nosso.

Vamos calar a gordofobia!

O grupo no facebook Gordinhas Lindas da Bahia(https://www.facebook.com/groups/g.lindasdabahia ) convida a todos os seus membros a participarem a Campanha Nacional ‪#‎MovimentoPsiu‬, por entender que a Mulher GG além de assumir as curvas pra si mesma, precisa de espaço e respeito na sociedade, comentários grotescos vindos de quem quer que seja, não devem ser aceitos. Vamos enfrentar juntos, qualquer preconceito!!! Vamos colocar nossas fotos no facebook com a hashtag #MovimentoPsiu.

Todos contra a gordofobia.

PM do DF chama modelos plus size de ‘leitoas’; corregedoria investiga

Militar disse que mulheres gordas são ‘quarteto bacon’ e ‘sacos de toucinho’.

Miss Plus Size disse que vai processar policial por injúria e difamação.

A Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal abriu sindicância para apurar denúncia de que um policial teria usado sua página pessoal nas redes sociais para ofender as modelos plus-size que tiraram fotos de lingerie em frente ao Congresso Nacional na semana passada. No post, ele chama as mulheres de “saco de toucinho”, “leitoas” e “criaturas bizarras”.

A publicação do PM foi apagada pouco depois, mas centenas de usuários copiaram a imagem e divulgaram mensagens de repúdio ao policial. O G1 ligou para o 28º Batalhão, no Riacho Fundo, onde o policial é lotado, e foi informado de que o militar está de licença médica com uma doença muscular degenerativa. A reportagem deixou contato telefônico com o responsável e pediu que o PM entrasse em contato, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fotografada em frente ao Congresso, a Miss Plus Size DF, Janaína Graciele, disse que vai entrar com uma ação na Justiça e na Corregedoria da PM para que o militar seja punido pelas ofensas que fez. “Achei um absurdo. A gente já esperava críticas, mas as ofensas dele não foram apenas críticas. As palavras que ele usou foram extremamente cruéis, foram palavras de baixo calão. Ofendeu mesmo, e não vamos deixar quieto”, disse.

A advogada Vanusa Lopes não conhecia as modelos quando, indignada, compartilhou a publicação do policial. Ela disse que foi procurada pelas misses e que vai representá-las na Justiça. “Vamos ingressar com uma ação penal por crime de injúria e difamação e, certamente, pedido de indenização para as próprias modelos”, diz. “Qualquer mulher que se sinta gorda e que tenha se sentido ultrajada pelas agressões pode entrar na Justiça contra ele, porque ele já começa o texto dizendo que a pior obra de engenharia de Deus foi a mulher gorda.”

Leia a matéria na integra, no G1.

Nova Parceria: gordinhas Lindas da Paraiba

Olá, galera.

Além do grupo no facebook Gordinhas Lindas da Bahia, agora existe o grupo Gordinhas Lindas da Paraíba, que segue as mesmas diretrizes do blog Gordinhas Lindas.

A Kallyne Araújo é administradora da página e do grupo Gordinhas Lindas da Paraíba. Fale um pouco sobre você:

Me chamo Kallyne Araújo, tenho 33 anos, sou casada, tenho uma filha de 7 aninhos, sou uma Paraibana arretada, e trabalho com o público GG feminino há mais de 7 anos.

Sou gordinha e pra mim isso não me atrapalha em nada, sou uma pessoa super extrovertida, que adora viver a vida, pra mim, não existe um padrão de beleza definido, o que vale é a gente se aceitar e principalmente se amar.

Eu me amo.

Eu me valorizo.

Eu me aceito.

Gordinha sim. E daí?

 

Contra ‘gordofobia’, misses protestam de lingerie em frente ao Congresso

Modelos disseram terem sido vítimas de preconceito em hotel da capital.

Objetivo das modelos é mostrar que elas não têm vergonha de quem são.Quatro misses plus size, vestidas apenas de peças íntimas, fizeram uma manifestação contra a “gordofobia” em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, nesta terça-feira (11). O ato aconteceu depois que duas delas ouviram do recepcionista de um hotel da capital que não caberiam juntas em uma cama de casal.

As duas modelos são do estado de São Paulo e vieram a Brasília para participar de um ensaio fotográfico contra a discrimininação a obesas, previsto para esta terça. Depois do que ocorreu no hotel, elas se juntaram a outra dupla que também participaria da sessão de fotos e resolveram fazer o ato. Segundo as misses, o intuito do ensaio é provar que elas não têm vergonha do corpo.

“As meninas chegaram para a gente fazer um trabalho em Brasília contra o preconceito e, já no dia que chegaram, sofreram preconceito no hotel”, diz a miss plus size DF, Janaína Graciele, de 34 anos. “Na hora do check-in, o pessoal do hotel já falou que, se eram as duas na cama de casal, era melhor olhar a cama, porque [ele] achava que não ia caber as duas.”

Não falamos nada, ficamos sem graça. Mas tudo bem, fomos lá e olhamos a cama, que cabem até três [pessoas]. Mas foi um preconceito”, disse Janaína. “Não entendo como que é. Faz um hotel que acha que nunca vai ter uma hóspede gordinha?”

Maquiadas, de salto alto e cobertas apenas com robes, as misses DF, São José do Rio Preto, Baixada Santista e São Paulo chegaram ao gramado do Congresso Nacional por volta de 14h. Acompanhadas de três fotógrafos e uma maquiadora, as modelos chamaram a atenção de funcionários, vigias e turistas, que tiraram fotos e gritaram palavras de apoio. Muitos motoristas buzinavam enquanto elas faziam poses para as lentes.

“A gente quer mostrar para as meninas que não temos que ter vergonha do que nós somos, do corpo que nós temos. Nós somos lindas, maravilhosas, e cada uma tem sua beleza”, disse a miss São Paulo, Camila Bueno, de 19 anos. “Viemos aqui hoje protestar contra isso, contra todo o preconceito, e mostrar quem a gente é de verdade, e que não é porque é gorda que não pode ser maravilhosa.”

Depois do incidente no hotel, as misses dizem terem sido vítimas de preconceito em um bar. “Domingo à noite saímos para um barzinho e, na hora que entraram as quatro misses, um pessoal de uma mesa lá disse: ‘Olha lá, já entraram as gordas. As meninas se chocaram”, diz Janaína.

“A gente tem a autoestima elevada, a gente compreende bem. Mas e quem não tem? E quem tem autoestima superbaixa? Se entrasse no barzinho, já saía, perdia a noite, a vida, de não querer se aceitar”, disse. “Recebemos muitos comentários [sobre o incidente] dizendo: ‘ai, isso acontece todo dia comigo, nem saio mais de casa, nem vou no shopping’. Então a gente vê que abala muito, que afeta. Sei que a gente vai receber muitas críticas, mas taí para gente pagar para ver.”

Apesar de três das modelos serem de São Paulo, as quatro participantes do protesto fazem parte do BSB Plus Size, grupo que realiza ações voltadas para as mulheres com sobrepeso na capital federal. Entre os projetos organizados em dois anos de existência, está um calendário com fotos das “gordinhas” em frente a monumentos de Brasília, uma revista voltada para o segmento, uma campanha de prevenção ao câncer de mama e um ato pela criação de um hospital para obesos no DF.

Fonte: G1.