Mulheres gordas são mais objetificadas?

Caros, gostaria de lançar uma pergunta a vocês: mulheres gordas são mais objetificadas?

Acreditem: a pergunta que faço é livre de moralismos. Levantei essa questão motivada pela observação de postagens diversas que vejo tanto neste grupo como em outros grupos que se dedicam à causa plus size ou que de certa forma abordem o mundo e o imaginário da mulher gorda.

Já vi de tudo: vídeo de uma moça gorda rebolando diante de uma câmera, vídeo de uma mulher gorda rebolando na praia, foto de bunda de uma mulher gorda, meme que diz que gordinha sabe “fazer gostoso”, e todas essas postagens só me apontam para uma interpretação: há uma conexão praticamente instantânea da mulher gorda ao sexo.

Lembro que nada tenho contra ao sexo. Sexo para mim não é tabu; é natural, é parte da vida. O que me preocupa é essa silenciosa (porém eficaz) construção de imaginário que nos aponta para a seguinte imagem: mulheres gordas são sinônimo de sexo.

Digo novamente: não há nada de errado em fazer sexo. Entre adultos e de forma consensual, o sexo é quase sempre uma experiência positiva. Mas não vejo em muitas postagens, seja em vídeos, fotos ou memes uma mensagem necessariamente positiva. Vejo uma forte tendência à objetificação. A transformar a mulher gorda não em alguém com quem seja possível estabelecer relacionamentos, seja de amizade ou um relacionamento amoroso, mas alguém para passar uma cantada barata e tentar se satisfazer sexualmente na “clandestinidade”. As mulheres gordas são vistas realmente como mulheres comuns ou apenas como um brinquedo sexual?

Diante do que vocês veem por aí, qual é a leitura que fazem a respeito?

Por Janaina Calaça.

Liberte-se dos padrões

Desejo a todos nós, mulheres e homens, que consigamos nos libertar dos padrões ditados pela sociedade. Todo padrão social é criação do ser humano e pode (e deve) ser questionado quando ignora a diferença.

Basta pensarmos que somos indivíduos e que ser um indivíduo já significa que somos únicos. A diferença precisa ser celebrada e não apagada. Que essa seja a nossa bandeira mais amorosa!

Por Janaina Calaça.

 

Por que usamos o “mas” demais nas frases que construímos sobre nós mesmas?

Por que usamos o “mas” demais nas frases que construímos sobre nós mesmas?

“Sou gordinha, mas sou bonita.”

“Sou gordinha, mas minha essência é linda.”

“Sou gordinha, mas tem quem me queira.”

Meninas, se tiverem um tempinho, pensem um pouco em quantas vezes vocês têm construído frases como essas para falarem de si mesmas ou têm aceitado que muitos usem tais modelos de frases para falarem de vocês. Pode parecer bobagem, mas um “mas” faz muita diferença!

Em um “mas” sempre reside uma ressalva, um “pé no freio”. Não podemos ser gordinhas “e” bonitas? Não podemos ser gordinhas “e” termos quem nos queira? Por que no imaginário das lindas garotas gordinhas não pode haver adição? Por que tantas ressalvas, tantos “mas”, tantos “apesar de”?

Quando repetimos para nós mesmas “Que somos gordinhas, mas podemos ser bonitas e desejáveis”, quebramos a fluidez de nossas vidas. Colocamos um “mas” em nossas vidas, entre tantos que já estamos acostumadas a ouvir.

Como o grupo do Gordinhas Lindas deu o pontapé para trabalharmos nossa autoestima, vamos dar continuidade a esse fluxo de coisas boas? Deixar o “mas” de lado e assumir o “e”?

“Somos gordinhas e lindas!”

“Somos gordinhas, inteligentes e interessantes!”

Perceberam o quanto o “mas” freia nossa autoestima? Que tal escolhermos mais o “e” no dia a dia?

Por Janaina Calaça.

A gordinha de abril

 

A gordinha selecionada para o mês de abril é a lindissíma Amanda.

Amanda, fale um pouco sobre você: Meu nome é Amanda Camila, tenho 22 anos, curso enfermagem, sou baiana, sou 70 % emoção e 30% razão e gosto da diversidade. Sou uma pessoa calma, tranquila e muito paciente, não sou de fazer amizades, mas os poucos amigos que tenho sei que são para o resto da vida, adoro viajar, conhecer pessoas. Creio que todo tem seu tempo e não adianta apressar as coisas. Acredito que todos tem seu lado bom, ninguém passa na sua vida sem querer, sempre ha um aprendizado, cabe a você saber tirar o que foi bom e esquecer o que foi ruim.

Cheia de charme.

Espetacular.

Uma frase: Faça o que seu coração pede, sinta a emoção do momento, o tempo não volta. Aproveite!

Ala Plus Size Caminhada Rainha NZinga – Bahia

A nossa capa do mês de março Jessica de Jesus será a Rainha NZinga, na 5 °caminhada rainha NZinga, em Salvador – BA.

A Caminhada começará às 9h, data 28/03/2015, na Rua Alto da Alegria, no Beco da Cultura (CSU), e percorrerá a rua Manoel Dias, até chegar ao Largo das Baianas de Amaralina. A ação busca chamar a atenção da sociedade civil para a importância da mulher no processo de construção social, combater o preconceito e a violência, “principalmente, contra a mulher negra pertencente a classes menos favorecidas, oriundas de comunidades vulneráveis”, salienta Andreia Macedo, coordenadora do CSU Nordeste. Participarão da caminhada, representantes de entidades sociais e culturais, personalidades e moradores do Nordeste e de bairros vizinhos.

Rainha Nzinga – Hábil estrategista política e militar, Nzinga foi uma rainha Ngola dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste da África, e seu título real (Ngola) foi utilizado pelos Portugueses para denominar a região que se tornaria a Angola. Foi uma líder carismática que passou a vida lutando pela libertação e os direitos do seu povo do jugo português. Sua trajetória é um exemplo de como os chefes centro-africanos enfrentaram o avanço português na época de expansão. Faleceu de forma pacífica aos oitenta anos de idade, como uma figura admirada e respeitada por Portugal.

Questionário para mulheres que usam tamanho plus size

Oi tudo bem?

Eu sou designer de moda e estou fazendo o meu trabalho de conclusão de pós graduação sobre montar uma marca plus size feminina, aplicando um questionário para detectar a deficiência no mercado de moda desse segmento.

Vocês leitoras do Gordinhas Lindas poderiam me ajudar respondendo-o ?

Para responder clique aqui.

Por Ana Abreu.

venus linda

Para deixar nossa noite mais bonita, deixo uma pintura da artista R Kioko (Regina Kioko), que dedicou muitos pincéis e muita tinta para retratar a beleza das formas arredondadas.

Uma Vênus linda e colorida para todos vocês!

Por janaina calaça.

 

A gordinha de março

Jessica foi escolhida para representar a gordinha mais linda do Brasil, no mês de março.

Fale um pouco sobre você:

Sou Jessica, tenho 23 anos, estudante de enfermagem, namorando.Sou apaixonada pela vida!

 

Linda!

Sensacional!

Uma frase: Quem esconde os sentimentos retarda o crescimento da alma.

The Noite – Olha a Jubeleza aí gente! – Carnaval 2015

A assistente de palco do humorista Danilo Gentili, gravou um video inspirado na Globobeleza. Na página de Danilo, já tem mais 145 mil curtidas e quase 11 mil compartilhamentos.

A maioria dos comentários, são elogios, pois mostra a verdadeira mulher brasileira.

Você se ama de verdade ou é só discurso?

Adolescência é uma fase difícil. Você quer fazer parte de algo, ser aceito, ser querido, não ser alvo de ofensas. Durante minha adolescência, eu me amei muito pouco. Escondia-me em camisetas largas, tinha vergonha de ir à praia, me envolvi com um bando de gente “nada a ver”. Eu era a amiga engraçada dos garotos, o cliché da gorda piadista, que se auto-sacaneia para se proteger das críticas alheias. Nada disso impediu que eu fosse criticada, desprezada, ridicularizada. Nem que eu vestisse uma capa de invisibilidade eu conseguiria esconder de mim o fato de que eu era gorda.

Eu tinha um discurso na ponta da língua. Dizia que me amava, que gostava de mim como eu era e que para ficar comigo a pessoa deveria me aceitar gorda. Mas eu continuava sofrendo com as piadas, com o olhar torto dirigido a mim e me sentia cada vez mais só. Naquele tempo não havia redes sociais para encontrar pessoas como eu. Pessoas que viviam a mesma experiência que eu. E não havia referenciais em que me espelhar. O mundo era magro; eu era a nota destoante.

Olho para meu passado, revisito minhas memórias e não me reconheço na garota tímida e insegura que fui. Ainda sou tímida, mas a insegurança foi diminuindo. Eu comecei a fazer as pazes comigo.

À medida que os anos iam passando, em vez de sofrer por ser sufocada por um padrão irreal, eu buscava em mim aquilo que achava bonito: por dentro e por fora. Hoje, eu vivo mais em paz. Hoje, meu discurso de aceitação não é só discurso, é vivência.

Não há como ser desonesto consigo mesmo. Não há como mentir para si mesmo. Não adianta ter na ponta da língua um discurso bonito de amor próprio e se agredir quando está só. Você é a única companhia que terá até o fim da vida. Seu corpo é o canal de conexão com o mundo; o meio que você tem de vivenciar todas as experiências pelas quais você passará na vida. Portanto, respeite a si mesmo, sendo sobretudo honesto na relação que você tem com seu corpo.

Você se ama de verdade ou é só discurso?

Eu me amei muito pouco no passado. Hoje, fiz as pazes comigo.

Por Janaína Calaça.