1° Bazar GG – Salvador – Bahia

Galera LINDA, é com imenso prazer e orgulho que viemos anunciar aos nossos membros que estamos realizando o Primeiro Grande Bazar GG da Bahia, dentro de Nosso ENCONTRÃO conseguimos doações de roupas em bom estado de conservação por pessoas de nosso grupo e do grupo Borboletas Baianas, nosso mais novo parceiro através da Diva Normasi Alves e estamos tendo apoio do grupo Bazar GG – Salvador por Maíza Dias e junto conosco nosso parceiro de costume o Gordinhas sim gostosa sempre com Beleza Negra.

Entendemos o quanto é difícil para muitas de nós, achar roupas interessantes em lojas e num preço que caiba em nosso bolso, esse bazar tem um caráter totalmente social, portanto teremos vestidos, calças, blusas, shorts, saias TUDO POR 10,00 QUALQUER PEÇA! Com limite de 3 peças por pessoa, pra todas poderem ter acesso.

É um sonho e meta que graças a Deus agora alcançamos, poder fazer com que pessoas GG´S tenham acesso mais facilitado a roupas, trabalho de moda, etc. Esse Bazar foi nossa segunda conquista, vem mais por aí, em outros encontros inclusive, estamos sempre inovando, esse é nosso diferencial,nos aguardem porque temos uma Causa aqui…. Vem com a gente , forever, veeeemmmm!!!! ‪#‎JuntosSomosFortes‬!

Por Carla Leal.

A gordinha de janeiro

Paula Mendes é a gordinha selecionada para representar as Gordinhas Lindas, no mês de janeiro.

Fale um pouco sobre você:

Meu nome é Paula Mendes, tenho 35 anos, duas filhas lindas e meu foco na vida sempre foi ser feliz.

Sou modelo Plus Size, Rainha de bateria da minha cidade, sempre envolvida no mundo artístico, teatro… Fazendo Standup de comédia, apresentação de dança, onde houver uma oportunidade estarei la para aproveitar. Sinto que meu caminho está apenas começando, quero ser reconhecida pelo meu talento…


Charmosa!

Maravilhosa!


Uma frase: Seja feliz, independente dos quilos que carrega!

Feliz natal

Foto: Eliana Conceição.

O blog Gordinhas Lindas deseja feliz natal e um ano próspero.

Receitas saudáveis: Nutricionista

A alimentação é um direito humano de caráter fundamental, que respalda-se através da Emenda Constitucional nº64. Eu como Nutricionista, tenho compromissos referentes á alimentação coletiva, como estimular práticas alimentares e estilos de vida saudáveis, a fim de somar com a garantia da Segurança Alimentar. Neste blog irei postar receitas saudáveis, contribuindo para uma prática saudável diária. Lembrem-se: “Alimento não é caloria. A quantidade e qualidade da nossa alimentação determina o funcionamento adequado do nosso organismo.”

Por Naiane Nascimento

Nutricionista

Pós graduanda em Saúde Coletiva.

Procura-se atrizes gordinhas – Bahia

Venha fazer parte de um filme.

A equipe do filme “Babysitting 2” está em busca de pessoas que queiram participar como elenco de apoio das filmagens que vão começar em janeiro de 2015, na cidade de Itacaré – Bahia.

Procuramos mulheres lindas com sobre peso acima dos 18 anos.

Mande um e-mail para: elencobbs@gmail.com

Precisamos de uma foto, nome completo, cidade onde mora e telefone de contato.

Aguardamos você!

Contato: Xio Farias

Email: elencobbs@gmail.com

Tel: (73) 9901-5010 (vivo)

Encontrão GG – Sambão de Dezembro

Meu povo lindo, não poderíamos estar mais felizes com o fechamento do ano de nosso Encontrão, galera bonita e fiel que tá sempre conosco, clima leve e descontraído, ambiente animadissimo, uma banda maravilhosa Banda Sambarrier e duas Divas GG´S cantando e encantando em suas canjas: Aldi Passos e Mônica Melo… Obrigada gente, valeu por esse ano maravilhoso! Beijo no coração de todos!

Onde: Mercado do Peixe – Rio Vermelho – Salvador – Bahia.

Data: 13/12/2014

Grupos: Gordinhas Lindas da Bahia, Gordelicias do meu Brasil e Gordinha sim e gostosa sempre.

Por Carla Leal.

A gordinha de dezembro

A gordinha selecionada para fechar o ano com chave de ouro é modelo plus size Naiana.

Nai, Fale um pouco sobre você:

Meu nome é Naiana, tenho 24 anos,sou modelo plus size, sou casada e tenho uma filha linda. Sou baiana de corpo e alma da cidade de Itamaraju,mas sou também capixaba de coração, afinal foi no ES que descobri o mundo plus size, e descobrindo todo esse universo onde o padrão é ser feliz do jeito que você é, foi que parei com todas as dietas malucas e com toda a “paranóia” de emagrecer a qualquer preço.

Charmosa!

Apaixonante!

Uma frase: O choro pode durar uma noite,mas a alegria vem pela manhã.

O grupo gordinhas lindas da bahia comemora os 4000 membros

Já somos mais de 4000 membros

Galera, começamos as comemorações de final de ano, com números tão expressivos que estamos felizes demais, hoje somos 4.000 pessoas unidas com o mesmo ideal, a Causa GG, a valorização da mulher fora dos padrões e acima de tudo da autoestima dessas mulheres, porque GORDAS também podem ser LINDAS. Só temos a agradecer a todas essas milhares de pessoas que cada dia mais confiam em nosso trabalho: OBRIGADO POR ESTAREM AQUI! E nesse momento dizer que nossa equipe com Paulo Rubens, Aldi Passos, Carla Leal e eu, mostra que já conseguimos muito, e vamos conseguir muito mais, com a ajuda de todos e por isso, agradecemos também nessa caminhada as nossas parceiras Beleza Negra e Krol Martins, por juntos termos realizado os Maiores Encontros do MUNDO GG na Bahia, mais de 100 pessoas hoje vão aos nossos Encontrões…. Vem muito ainda a Homenagear e a agradecer, ao logo do mês faremos isso…. Valeu meu povo!

Para entrar no grupo Gordinhas Lindas da Bahia, clique aqui.

Estou me amando como nunca antes..

Meu nome é Hellen G. Tomaz, tenho 24 anos, solteira, moro em São Paulo, manequim 50, procuro trabalho como modelo plus size!

Estou me apaixonada por mim, por cada centímetro do meu corpo…

E olha que são muitos! rs

Estou me amando como nunca antes…Percebendo que eu sou sim linda, maravilhosa e amada, amada por quem não exige mais do que posso ser, do que posso oferecer…

Amada por aqueles que além da minha utilidade, me amam pelas minhas inutilidades também…

Isso é o mais lindo da vida, saber que embora muitos não consigam ver beleza, por se limitarem em aparências… Eu sou muito mais que isso! Feliz assim e tenho muito orgulho de mim…

Obrigado pela atenção!

Por nossa amiga e leitora Hellen.

Meu corpo não é problema seu, mas o seu preconceito é um problema nosso

Por Janaína Calaça

Hoje, pela manhã, eu estava passando os olhos pelo Facebook, quando me deparei com uma postagem sobre biquínis para garotas gordinhas e gordas, publicada por uma revista feminina. Os modelos me chamaram a atenção mesmo não sendo adepta ao biquíni (desde criança, sempre preferi o maiô), e depois, por curiosidade, resolvi ler alguns comentários sobre a postagem apenas por curiosidade e porque sei que manifestações preconceituosas sempre aparecem em comentários de posts e artigos relacionados a gordos (sempre, e isso não é uma generalização).

O preconceito em relação a gordos não nasceu hoje; ele é antigo. Convivo com tal presença há anos. Atravessei minha infância e adolescência ouvindo barbaridades por ser gorda. Tornei-me adulta e continuo a ouvir e ler barbaridades e sei que, quando me tornar uma anciã, ainda terei de conviver com os ecos de tanta ignorância e total (total, reitero) ausência de empatia em relação ao outro.

A obesidade tem origem multifatorial. Não se reduz simplesmente à ingestão excessiva de comida. Ninguém é obeso apenas por comer muito; há muito por trás da obesidade. Sedentarismo (quantas pessoas trabalham de seis a dez horas por dia, sentadas diante de um computador?), problemas metabólicos causados por desequilíbrios hormonais, compulsão (que está relacionada a questões psicológicas), e até a questões econômicas e sociais. Muitas vezes o indivíduo não ganha o suficiente para manter uma alimentação saudável e variada e acaba apelando para alimentos rápidos e baratos para sobreviver. Enfim, esses são apenas alguns fatores relacionados à obesidade. Alguns fatores, friso.

Paralelamente aos desafios cotidianos que todo gordo enfrenta (transporte público, mercado de trabalho muitas vezes excludente à imagem do obeso, a eterna briga com o peso etc.), ainda há a pressão social diária e a agressão gratuita, seja nas ruas, em casa, no ambiente de trabalho, ou até mesmo em comentários de postagens sobre biquínis para mulheres gordas, artigos sobre uma exposição de Botero ou sobre a vida sexual de pessoas obesas. Sempre, pode checar, há uma enxurrada de comentários grosseiros e agressivos sobre nós. Sim, nós, porque eu me incluo neste grupo.

O que me intriga diante dessas manifestações de ódio são os seus motivadores. O que faz uma pessoa agredir verbalmente uma pessoa na rua ou na internet por ser gorda? O que motiva o ódio dessas pessoas? O que elas estão tentando preservar? Do que elas têm medo?

Assim como a obesidade é uma questão de origem multifatorial, o preconceito certamente nasce de questões diversas. O problema, no entanto, é tentar entender de onde ele vem e para quem ele trabalha. Quem ganha com o preconceito aos gordos? Quem está lucrando com isso?

Vivemos em uma sociedade capitalista e somos bombardeados o tempo todo pelos mecanismos de estímulo ao consumo. Longe de querer reduzir o preconceito aos gordos apenas a isso, não posso deixar, no entanto, de imaginar como muitas pessoas estão sendo utilizadas por essa “máquina” como uma engrenagem, sem mesmo ter noção disso.

A indústria farmacêutica lucra com a obesidade (vendendo remédios, shakes e uma infinidade de produtos para emagrecimento). Clínicas estéticas lucram com a obesidade (com plásticas, lipoaspirações e outros procedimentos). Academias lucram com a obesidade. Revistas vendem receitas milagrosas para o emagrecimento. Há muitos setores que lucram com o combate à obesidade e que se encontram orquestrados para garantir o fluxo contínuo do lucro.

Usei o termo “orquestrados”, porque, por mais que esses setores pareçam desconectados, eles trabalham juntos para lucrar com o combate à obesidade. A mídia, inclusive, é um grande e importante fator nesta equação. Ela dita os padrões (somos bombardeados o tempo todo pelo padrão “magro” como o ideal a ser alcançado), que são assimilados por uma parcela considerável da sociedade, que não só reproduz tal padrão, como pressiona aquele que não se encaixa a ele. E essa pressão ou se dá de forma mascarada por uma pseudopreocupação com a saúde alheia ou por meio de ataques grosseiros e diretos. Disse “pseudopreocupação com a saúde alheia”, porque duvido muito que a minha obesidade ou a de quem quer que seja atinja diretamente a vida de alguém.

Penso, então, que o preconceito ao gordo, que deve ter razões diversas, também bebe da nossa sociedade de consumo, que não só cria padrões, como usa esses padrões para continuar a lucrar. O preconceituoso, dessa forma, acaba sendo uma peça importante nessa engrenagem. Ele faz a pressão sobre o gordo acontecer, faz o gordo partir para dietas e remédios milagrosos, para intervenções cirúrgicas invasivas, para a punição e rejeição do seu corpo. O preconceituoso, no entanto, muitas vezes nem sabe o quanto é manipulado nem identifica que é apenas um joguete. Ele acredita que aquilo que profere como discurso é fruto de sua “opinião”, mas nem consegue imaginar o quanto a sua “opinião” é construída e reiterada em seu imaginário por mecanismos silenciosos e eficientes. O preconceituoso é um indivíduo que se esqueceu de analisar o mundo criticamente, mas ainda acredita no contrário.

Não saberei responder à pergunta que fiz a mim mesma em um dos parágrafos do texto. Não saberei responder quais seriam os motivadores do ódio às pessoas gordas, das agressões gratuitas, do grito de muitos de que não temos o direito a viver uma vida como todos. Apenas continuo a afirmar que, por mais que a sociedade nos aponte o caminho da homogeneização, tentando nos fazer acreditar que devemos obrigatoriamente e cegamente seguir padrões, temos que, individualmente, lutar pelo contrário: pelo respeito à diferença. E não só pelo respeito à diferença, mas sobretudo pela inclusão. Devemos lutar cada vez mais por uma sociedade inclusiva e não excludente, em que as diferenças não sejam atacadas, combatidas e violentadas, mas acolhidas em sua pluralidade. Portanto, meu corpo não é problema seu, mas o seu preconceito é um problema nosso.